Eleições americanas

Obama é um produto genuíno do capitalismo norte-americano e nunca defenderá os interesses da África.

terça-feira 6 de Novembro de 2012

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Título: Obama é um produto genuíno do capitalismo norte-americano e nunca defenderá os interesses da África.

Autor: Dr. LEY-NGARDIGAL Djimadoum.

Editor: ALAC (African-Libyan Action Committees)

Linguagem: Francês

Tema: Obama e África

As palavras-chave: eleição presidencial nos EUA, África.

Às vésperas das eleições presidenciais nos Estados Unidos, alguns africanos simpatizam com a idéia da reeleição, em 6 de novembro próximo, do presidente saliente e candidato à presidência Barack Obama. Esta personalidade política que leva quatro anos no poder – produto genuíno do capitalismo - cujo pai era de origem queniana, teria feito algum bem à África? Se fosse assim, quais seriam as ações com conseqüências positivas para o processo de paz, democracia, desenvolvimento econômico para a África? Por que esse compromisso e entusiasmo a favor do presidente Obama? As eleições presidenciais nos países ocidentais libertaram a África da dominação, do saque, da exploração imperialista, ou cessaram as humilhações recorrentes?

A entrega do prêmio Nobel da Paz a Barack Obama foi uma blasfêmia para a memória dos mortos africanos. Apoiando o presidente Barack Obama, alguns africanos evocam a chamada paz mundial que Obama devia ter instaurado há quatros anos, depois das múltiplas guerras desencadeadas pelos seus predecessores, os Presidentes Bush (pai e filho) no Golfo, no Irã, no Iraque e no Afeganistão.

De nosso lado, protestamos veementemente contra a entrega do Prêmio Nobel da Paz ao presidente Barack Obama, em nove de outubro de 2009. Consideramos imoral. Vejamos: durante sua presidência se desenrolaram as guerras de recolonização e de balcanização da África. Os dramas que atingem a África não devem alegrar nenhum cidadão africano consciente de que o primeiro presidente negro na história dos Estados Unidos da América Norte foi bajulado pelas esferas de poder capitalistas para que servisse aos seus interesses, presentes e futuros, ao longo de seus quatro anos de mandato.

As potências imperialistas enviam seus “negrinhos” para executar seus crimes na África e no Oriente Médio: o presidente Paul Kagamé na República Democrática do Congo, o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan e o ex-secretário de Estado norte-americano Colin Powell para destruir o Iraque. Recordemos que o ex-secretário de Estado Colin Powell mentiu numa reunião em 5 de fevereiro de 2003 perante o Conselho de Segurança da ONU, quando disse que o Iraque de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa (ADM) e que os Estados Unidos atacariam militarmente o país, para destruir as mencionadas armas. Para provar o que dizia, mostrou um ridículo tubo de ensaio que continha um pó branco. A invasão ao Iraque, em março de 2003, pelo exército norte-americano, com perto de 200 000 homens no terreno, não encontrou nenhum vestígio de armas de destruição em massa em poder de Saddam Hussein. Como se não bastasse, a tal democracia que diziam querer instaurar simplesmente era pura invenção, o Iraque continua conturbado pelos enfrentamentos e os atentados, que provocam centenas de mortos todos os dias.

A diplomacia de mentiras institucionalizadas nas relações internacionais praticada pelas potências imperialistas está organizada melhor, hoje em dia: após o assassinato do presidente Saddam Hussein, foi a vez de Gadafi, em 20 de outubro de 2011. Quanto ao presidente Lauren Gbagbo - que não se submeteu às ordens imperialistas como Saddam Hussein e Gadafi - foi capturado pelo exército de ocupação francês na Haia para ser julgado pela Corte Penal Internacional, um tribunal racista a serviço dos imperialistas, que se especializou nos processos contra os africanos.

Recapitulando os acontecimentos trágicos, nos quais o presidente Obama foi um dos principais atores nestes quatro anos, poderíamos questionar esse rosto idílico e pacífico que só os ingênuos vêem nele.

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