Comissão verificará fumigação de coca na fronteira da Colômbia com o Equador

terça-feira 27 de Agosto de 2013

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Autor: La Hora.

Editora e Canal: La Hora.

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Meio ambiente.

As palavras-chave: Cultivo de coca, desenvolvimento fronteiriço, fumigações, glifosato e meio ambiente.

Países e Regiões: Colômbia e Equador.

Uma comissão binacional vai monitorar as fumigações dos cultivos de coca na fronteira da Colômbia com o Equador conforme acordo acertado com Quito para que desistisse de apresentar demanda internacional por essas operações, informou o governo colombiano segunda-feira, 26 de agosto.

"Vamos fazer uma comissão de verificação. Haverá monitoramento quando fumigarem, e eles (o governo equatoriano) podem ficar sossegados e convencidos”, disse a chanceler Maria Angela Holguin em declarações à rádio privada Caracol.

A comissão deverá fiscalizar as aspersões com o herbicida glifosato, e zelar para que a fumigação não ultrapasse a distância de 10 quilômetros da fronteira equatoriana, uma faixa estabelecida em 2007, assinalou a ministro.

Não obstante, Holguín confessou que o seu governo queria que esse limite fosse menor. “Os técnicos estão falando em um quilômetro. É muito positivo para nós, porque vamos avançando para diminuir essa faixa”, comentou em Cancun (México), onde participa de uma reunião da Aliança do Pacífico.

A chanceler garantiu que a Colômbia está interessada não só em colocar ponto final no litígio na Corte Internacional de Justiça (CIJ) da Haia – onde Quito entrou com ação contra Bogotá em 2008 alegando que o glifosato é prejudicial à saúde e ao meio ambiente -, mas também em manter as fumigações em uma zona que o governo de Juan Manuel Santos julga sensível.

"Esses dez quilômetros são as zonas mais complicadas em termos de cultivo de coca que temos no país, portanto, para nós era importante que o Equador percebesse que precisávamos diminuir esses quilômetros", observou.

"É bom que eles estejam pensando nisso, até porque os cultivos de coca vão avançando e se espalham rapidamente”, disse.

Holguín também explicou que o outro componente do acordo – anunciado sábado pelo presidente equatoriano Rafael Correa – é uma ajuda econômica da Colômbia para o desenvolvimento da fronteira, porém clarificou que não era uma indenização, porque o seu governo insiste em que "o glifosato não faz nenhum mal".

A ministra das Relações Exteriores da Colômbia falou que o documento ainda não está pronto, faltam aspectos como o montante da ajuda econômica.

Correa, que afirmou que o acordo "estava praticamente acertado", detalhou que os aviões não poderiam fumigar a mais de 40 metros de altura, para não prejudicar outras plantações, e que Bogotá pagará as despesas de advogados do processo.

Segundo o mais recente relatório da Agência da ONU contra Drogas e o Crime, a área plantada de coca na Colômbia foi reduzida de 64.000 hectares a 48.000 hectares de 2011 a 2012, uma redução de 25%. Já a produção de cocaína caiu de 345 a 309 toneladas/ano.

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