Comunicado Final do Encontro da Rede Amazônica do Leste Equatoriano

sexta-feira 3 de Maio de 2013

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Signatários: 146 irmãs e irmãos participantes do Encontro da Rede Eclesial Amazônica.

Editora e Canal: Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (ALER)

Tipo de documento: Comunicados e declarações

Língua: espanhol

Assunto: Povos indígenas

As palavras-chave: Camponeses, Direitos dos povos indígenas; Meio ambiente; Movimentos sociais, Paz, Povos indígenas

Países e Regiões: Amazônia, Equador

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O Encontro Pan-Amazônico “A Igreja na defesa da vida: realidade e vulneração das identidades e direitos na Amazônia” foi encerrado na quarta-feira, 24 de abril. O encontro se caracterizou pela fraternidade, a reflexão e a intenção de fortalecer a rede eclesial na defesa da Amazônia. O Comunicado Final pretende guiar o caminho da ação social da Igreja do Equador.

No quarto ponto, este comunicado endereçado à sociedade se refere ao caso Huarani-Taromenani: “Tanto a Constituição equatoriana, quanto as políticas públicas e as normas que estão sendo desenvolvidas sob seu amparo constituem, em princípio, um quadro favorável para promover a defesa da natureza, e o Bem-Viver da cidadania e dos povos. Constatamos, contudo, que o ecossistema amazônico equatoriano, muito enfraquecido, corre o risco de uma deterioração irreversível por conseqüência dos novos projetos de produção petrolífera e mineira. Isso terá graves conseqüências não só para o ecossistema, mas também para a vida dos povos amazônicos e suas culturas. Fatos como as recentes e trágicas mortes nas comunidades Waorani e Taromenane, somadas a outras, de camponeses e trabalhadores na mesma área, indicam que os direitos formalmente reconhecidos não são suficientemente protegidos. Não estamos conseguindo defender a vida dos povos não contatados e dos que os rodeiam. Denunciamos que muitos casos de violência não estão sendo investigados, não há controle efetivo de armas, e fracassaram as medidas cautelares adotadas para defender esses povos e buscar fórmulas de diálogo e convivência pacífica”.

Através deste comunicado, os 146 participantes do Encontro Pan-Amazônico, provenientes de 12 países, exortam a ”uma convivência pacífica entre todos os povos e habitantes da Amazônia. Pedimos a cessação da sangria na selva, provocada por pressões de todos os tipos e pelos interesses poderosos para os quais os povos desprotegidos são meros obstáculos do mal chamado desenvolvimento”.

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