Comunicado urgente sobre o massacre em Nacahuil

sexta-feira 13 de Setembro de 2013

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Autor: Comunidade Kaqchikel de San José Nacahuil, Rede da Não Violência Contra as Mulheres, Movimento de Mulheres Indígenas Tz´ununija´, Coordenadoria 25 de Novembro, Aliança política Setor de Mulheres Mesoamericanas em Resistência por uma Vida Digna.

Tipo de documento: Pronunciamento.

Língua: Espanhol.

Assunto: Direitos humanos.

As palavras-chave: Empresa mineradora, defesa do seu território, homens armados, militarizar a comunidade e povo Kaqchikel.

Países e Regiões: Guatemala.

San José Nacahuil é uma comunidade indígena do povo Kaqchikel, tem suas próprias autoridades comunitárias e a presença policial foi dispensada pelos moradores. É a única população maia e a maior comunidade de San Pedro Ayampuc. Nacahuil se distingue por defender seu território contra as ameaças. Por exemplo, a comunidade não permitiu a passagem de TRECCSA, uma empresa que transporta eletricidade. Hoje em dia, faz parte da resistência pacífica de Puya em resistência contra a empresa mineradora na região.

Em 7 de setembro, às 22.45h, chegou uma radiopatrulha à comunidade revistando armazéns de secos e molhados e de bebidas alcoólicas, perguntando o nome dos proprietários e exigindo falar com eles. Todas as pessoas que a polícia encontrava nos armazéns foram colocadas contra as paredes e revistadas. Este comportamento não é comum em Nacahuil. Dez minutos depois chegaram homens armados em um veículo não identificado provocando um tiroteio nas principais ruas da comunidade. Atiravam principalmente contra os estabelecimentos que estavam abertos deixando 10 pessoas mortas, 17 feridas entre elas duas meninas de 11 anos, que estão fora de perigo; outras que morreram em hospitais da capital. O curioso é que os assassinos percorreram o mesmo caminho que a radiopatrulha tinha percorrido minutos antes, portanto, a população se pergunta onde estava a polícia quando ocorreram os fatos, ou sua missão teria sido criar as condições e checar se havia pessoas armadas por lá antes que entrassem em ação os atiradores?

Exigimos do governo que esclareça os acontecimentos mediante investigação, até porque perderam a vida pessoas trabalhadoras e honradas da comunidade.

Que estes acontecimentos não sirvam de pretexto para militarizar a comunidade. A comunidade dispensou a presença permanente da PCN, porque tinha provocado maior índice de criminalidade na comunidade.

Rechaçamos categoricamente que as gangues tivessem sido o motivo da presença policial, como tinha declarado o Ministro de Governo. É totalmente falso e prematuro afirmar isso antes de apurar os fatos. Pedimos às comunidades, organizações nacionais e internacionais, sua solidariedade ao povo Kaqchikel de San José Nacahuil.

COMUNIDADE KAQCHIKEL DE SAN JOSÉ NACAHUIL, REDE DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, MOVIMENTO DAS MULHERES INDÍGENAS TZ´UNUNIJA´, COORDENADORIA 25 DE NOVEMBRO, ALIANÇA POLITICA SETOR DE MULHERES MESOAMERICANAS EM RESISTÊNCIA POR UMA VIDA DIGNA.

Tejiendo Redes.
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Tlf: 91 4084112 Fax: 91 408 70 47. Email: comunicacion@fidc.gloobal.net

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