Crescimento da América Latina e do Caribe chegará a 3,0% em 2013

quarta-feira 24 de Julho de 2013

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Autor: CEPAL.

Editora e Canal: Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL).

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Economia.

As palavras-chave: Crescimento econômico, desemprego, políticas macroeconômicas e recursos naturais.

Países e Regiões: América Latina.

Os países da América Latina e do Caribe vão crescer globalmente 3,0% em 2013. A taxa é similar à registrada no ano passado, segundo novo relatório da CEPAL divulgado em 24 de julho em Santiago do Chile, numa entrevista coletiva.

No seu Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2013, a CEPAL assinala: a queda no crescimento com relação à última estimativa (3,5% em abril passado) se deve, em parte, à baixa expansão do Brasil e do México. Igualmente, vários países que vinham crescendo com taxas elevadas, como o Chile, o Panamá e o Peru, estão mostrando desaceleração na sua atividade econômica, nos últimos meses.

O relatório acrescenta: a região tem algumas fragilidades, que poderiam prejudicá-la em curto e longo prazo levando em conta o atual cenário exterior negativo. Por exemplo, uma elevada dependência das exportações para a Europa e a China, um crescente aumento no déficit na conta corrente – que chegaria a 2,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, o maior desde 2001-, sérias restrições fiscais no Caribe, América Central e México, e vulnerabilidade na América do Sul surgida a partir de sua dependência dos recursos naturais.

O crescimento econômico continua dependendo muito do consumo, que subiu menos em 2013 do que no ano anterior. Já a contribuição do investimento para o PIB será modesto, e as exportações netas ostentarão uma contribuição negativa devido ao aumento das importações, ou seja, houve mais importações do que vendas ao exterior. Estas últimas diminuíram no primeiro semestre de 2013 e enfrentam provável fim do período de auge nos preços dos produtos básicos.

"O atual cenário exibe problemas de sustentabilidade do crescimento na maioria das economias da região e justifica colocar a necessidade de ampliar e diversificar suas fontes de expansão. Necessitamos um pacto social para aumentar o investimento e a produtividade, e mudar os padrões de produção, para crescer com igualdade", afirmou Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, durante a apresentação do documento.

O desempenho econômico moderado da região está ligado a uma estimativa de crescimento da economia mundial de 2,3%, similar ao de 2012. Devido à contínua recessão na Zona do Euro durante 2013, espera-se que os países em desenvolvimento sigam impulsionando o crescimento econômico global, se bem que as políticas adotadas pelos Estados Unidos e o Japão poderiam contribuir para que estas economias decolem e também favoreçam maior crescimento econômico em nível mundial, no próximo ano.

Conforme as estimativas da CEPAL, o Paraguai lideraria o crescimento em 2013, com um aumento de 12,5% do PIB, seguido pelo Panamá (7,5%), Peru (5,9%), Bolívia (5,5%), Nicarágua (5,0%) e Chile (4,6%). A Argentina cresceria 3,5%, o Brasil 2,5% e o México 2,8%.

O istmo centro-americano teria uma expansão de 4,0%, enquanto isso a América do Sul cresceria 3,1%. O Caribe, por sua vez, manteria a tendência de lento aumento no seu crescimento mostrado em anos anteriores, e chegaria a 2,0%.

Durante o primeiro semestre de 2013, baixaram os preços de vários produtos de exportação da região, especialmente os minérios e os metais, o petróleo e alguns alimentos, tendência associada com a recessão na Zona do Euro e a desaceleração do crescimento da China.

Para 2013, estima-se uma expansão de perto de 4,0% no valor das exportações, uma subida maior que 1,5% registrado em 2012, contudo bem aquém das taxas superiores a 20% anotadas em 2011 e 2010. As importações, entrementes, cresceriam 6,0% em 2013 (comparado com a subida de 4,3% de 2012).

Como conseqüência do moderado crescimento econômico na região, não se espera um aumento significativo da procura de mão-de-obra durante 2013. O desemprego caiu modestamente, de 6,9% a 6,7% durante o primeiro trimestre de 2013, enquanto que a inflação regional acumulada em doze meses, em maio de 2013, se situou em 6,0%, comparada com 5,5% em dezembro de 2012, e com 5,8% em doze meses a maio de 2012.

No seu Estudo Econômico 2013, a CEPAL faz um diagnóstico do crescimento econômico durante as três últimas décadas e apresenta propostas para estimular o aumento do investimento e da produtividade a fim de atingir um crescimento mais estável e sustentado no futuro.

Se bem que houve transformações econômicas profundas na América Latina e no Caribe nesse período de tempo, persiste a elevada desigualdade e a pobreza em vários países. Igualmente, e apesar da evolução favorável dos termos de intercâmbio, a acumulação de capital foi insuficiente e a produtividade no trabalho teve progresso limitado.

Segundo o documento, a contribuição das políticas macroeconômicas -especialmente as políticas fiscais, monetárias e cambiais- para o crescimento com igualdade, no futuro, pode ser determinante. Por isso, se justifica um apoio estratégico das políticas macroeconômicas ao investimento, para contribuir com a diversificação produtiva daqueles setores que exportam ou competem com as importações (setores negociáveis).

O relatório realça a necessidade de contar com uma institucionalidade sólida e o estabelecimento de pactos sociais para favorecer o investimento, com políticas macroeconômicas estabilizadoras e anticíclicas de curto prazo inclusive, bem como políticas macro-econômicas de longo prazo, coordenadas com outras políticas industriais, sociais, trabalhistas e ambientais, para favorecer uma mudança estrutural sustentável e maior produtividade.

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