Mulheres de Via Campesina

Criando e Ocupando os Espaços aos que temos direito

sábado 25 de Maio de 2013

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Autor: Nettie Wiebe

Editora e Canal: Via Campesina

Tipo de documento: Artigo

Língua: Espanhol

Assunto: Mulheres

As palavras-chave: Ações políticas, Agricultura, Camponeses, Direitos da mulher, Direitos Humanos, Mulheres.

Países e Regiões: Nicarágua

O 20º aniversário da Via Campesina é uma data para sentir-nos orgulhosos e comemorar muitas coisas importantes. Trata-se de uma oportunidade para refletir sobre lutas, vitórias, campanhas, êxitos, perdas, alegrias e tristezas que tivemos em nível mundial, nas nossas regiões, nos nossos países, nas nossas organizações, nos nossos bairros e nas nossas próprias vidas.

Ao longo de duas décadas, Via Campesina se converteu em um dos movimentos mais dinâmicos, amplos e importantes do mundo, abrangendo uma diversidade sem precedentes, ao mesmo tempo lutamos de maneira solidária pela soberania alimentar, a justiça social e política e a proteção da terra e a vida.

Nós, as mulheres, temos sido participantes, e dirigentes- chave na Via Campesina. De fato, o papel da mulher na Via Campesina faz com que este movimento seja único tanto na história dos movimentos camponeses como entre outros movimentos sociais e organizações internacionais.

No meu entendimento, o trabalho, as perspectivas, a análise, a energia, a liderança e a presença da mulher na Via Campesina transformaram e reforçaram o nosso movimento. Eu fui transformada (e reforçada) fazendo parte do nosso movimento. Cada um de nós vem da nossa própria família e comunidade e de um vasto leque de experiências e culturas. Contudo, como a maioria do “Livro aberto da Via Campesina: comemorando 20 anos de lutas e esperança, duas mulheres rurais” eu acabei incorporando o meu trabalho ao âmbito público e político da minha vida, junto ao meu lar e as minhas responsabilidades familiares.

À diferença de muitos companheiros varões, a maioria de nós sabe muito bem o que é organizar o cuidado das crianças com outros membros da família, ou com os vizinhos, deixar o café coado e a comida preparada na cozinha antes de sair de casa para assistir às reuniões. O nosso ativismo e o nosso compromisso como mulheres no movimento precisam, muitas vezes, que adicionemos mais tarefas aos dias que por si já estão completos com a elaboração das refeições, o cuidado da família e do lar, a cozinha, o trabalho remunerado e muitas outras responsabilidades. Porém, segundo a minha experiência, o nosso ativismo e a nossa solidariedade também nos proporcionarão mais energia, ânimo, confiança e felicidade.

Como mulher que teve a honra e a responsabilidade de trabalhar como dirigente na Via Campesina (como membro do CCI e como membro suplente) durante mais de dez anos, sinto um grande orgulho e respeito pelos milhões de mulheres que batalham para que este movimento seja forte e vivificante, apesar de todos os desafios que encontramos pela frente.

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