Dia da Mulher Indígena

sexta-feira 6 de Setembro de 2013

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Autor: Rádio Fé e Alegria da Venezuela.

Editora e Canal: Rádio Fé e Alegria.

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Povos indígenas.

As palavras-chave: Discriminação, mulher indígena e povos indígenas.

Países e Regiões: América Latina e o Caribe.

Desde 1983, a cada cinco de setembro se comemora o Dia da Mulher Indígena. Em cinco de setembro são homenageadas todas as mulheres indígenas originárias que deram sua vida por suas famílias e se entregaram de corpo e alma. A origem do Dia da Mulher Indígena remonta ao Encontro de Organizações e Movimentos da América, durante o qual foi homenageada uma mulher corajosa que batalhou contra a opressão dos conquistadores: Bartolina Sisa foi assassinada em 5 de setembro.

Bartolina Sisa nasceu em 24 de agosto de 1753 e morreu a 5 de setembro de 1782. Ela trabalhava em teares, era tecedora e fiandeira. Casou-se com o caudilho Túpac Katar e ambos organizaram a resistência indígena dos povos andinos contra o jugo espanhol no Cuzco, Peru. Anos depois, foi enforcada e esquartejada. Era considerada a mulher mais corajosa de sua época.

Condenando esse brutal assassinato, as organizações sociais homenageiam Bartolina em cinco de setembro em recordação a uma das mulheres que deram sua vida pela liberdade, chegando a entregar sua vida pelo povo.

Para além de recordar Bartolina Sisa, nesse dia são homenageadas mulheres que morreram como ela na luta contra a discriminação e os abusos cometidos contra as mulheres indígenas ao longo da história. A injustiça também é uma das bandeiras de luta destas mulheres que pretendem acabar com elas, para que não haja injustiça entre os cidadãos, especialmente com as mulheres que são vítimas de ações injustas todos os dias.

Os povos indígenas fazem parte dos povos mais pobres da América Latina; são, portanto, povos desamparados e discriminados pela sociedade. As mulheres dos povos indígenas estão em desvantagem não só como povo, mas também com relação aos homens com os quais convivem. Existe uma grande diferença geracional entre os homens e as mulheres dos povos indígenas.

Elas realizam as tarefas domésticas e raras vezes podem tomar decisões familiares importantes. Não podem participar da vida social, nem política comunitária e mesmo assim elas continuam batalhando pela liberdade e para poder viver plenamente, com os mesmos direitos que os homens e sem discriminação.

As mulheres indígenas jogam um papel muito importante na sobrevivência dos povos indígenas e graças a elas sobrevivem os costumes próprios, a transmissão da cultura aos seus descendentes, bem como sua luta permanente e insistente contra a exclusão étnico-cultural. Elas são o suporte da família, à qual entregam toda sua vida com dedicação absoluta. Encarregam-se de cuidar dos filhos e ensinar-lhes toda a cultura própria, para que, mais tarde, eles ensinem os seus.

A luta dos povos indígenas pela obtenção dos mesmos direitos das demais pessoas perdurará até que esses direitos forem conseguidos. Por isso, neste dia se mostra ao mundo a situação dos povos indígenas, para que os governos conscientizem como vivem essas pessoas e acabem as exclusões e possam ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades de vida e desenvolvimento como qualquer outro cidadão no mundo. A luta também se centra na melhora das condições de vida das mulheres indígenas, para que possam gozar de liberdade e vivam como as outras mulheres no planeta.

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