El Salvador: “Marcha azul” para exigir lei de águas

sábado 24 de Agosto de 2013

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Autora: Associação de Rádios e Programas Participativos de El Salvador (ARPAS).

Editora e Canal: Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (ALER).

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Meio ambiente.

As palavras-chave: Direito humano à água, ecologia e organizações sociais.

Países e Regiões: El Salvador.

Com batucada juvenil começou em 23 de agosto "A grande marcha azul", que reuniu mais de 10 mil salvadorenhos, e salvadorenhas dos 14 departamentos do país.

Dezenas de organizações sociais, ambientais, de saúde e sindicatos, congregadas no Fórum d’Água, dirigiram uma grande marcha para reclamar dos deputados e das deputadas da direita que desistam de privatizar a água, e renunciem aos obstáculos que impuseram na discussão deste anteprojeto de lei.

Os moradores e os líderes municipais apoiaram o evento e demandaram a aprovação de uma lei que garanta o acesso à água para a maioria da população.

El Salvador possui 22 leis dispersas, mas nenhuma garante o direito humano à água, ao saneamento básico e à proteção das bacias hidrográficas. Por isso, a população do município de Nejapa, do departamento de São Salvador, não conseguiu que a empresa Sab Miller-Coca-Cola parasse de explorar os mantos aqüíferos, o que acabou revertendo os danos ao ecossistema, afirma Pablo Hernández, da organização "Las Américas 4".

"O nosso problema é o lixo. E também as empresas, como Coca Cola e Jumex, que se instalaram no setor de Nejapa; estão prejudicando bastante a ecologia, bem como essas colônias que está fazendo Salazar Romero, a tala de árvores, os canais, tudo isso nos prejudica" reclamou Pablo Hernández.

O solo aqui é um exemplo. El Salvador também sofre da construção desmedida de residenciais, como o caso da Cordilheira do Bálsamo, o detrito tóxico no departamento da Paz, e a exploração mineira em Cabañas.

A população exige a gritos a aprovação desta lei que beneficiará toda a nação. Para a aprovação da lei, são necessários 43 votos no Pleno Legislativo, disse o deputado Francis Zablah do Partido Grande Aliança pela Unidade Nacional:

"Necessitamos os votos do resto dos membros da Comissão para que vá ao Pleno. Precisamos dos 43 votos. E com o meu voto podem contar. ARENA é contra e os demais partidos não fixaram posição, mas eu fixo a minha, eu estou a favor".

Nery Díaz reiterou o apoio da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional, FMLN: "Nós vamos continuar defendendo a gestão pública da água. A não privatização deste líquido vital que nos pertence a todos e a todas".

O projeto de Lei se discute na comissão do Meio Ambiente e Mudança Climática, onde enfrenta sérios obstáculos, como a introdução da empresa privada na institucionalidade da água.

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