Guatemala: Mulheres protagonistas de a soberania alimentar

sexta-feira 6 de Setembro de 2013

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Autor: Via Campesina.

Editora e Canal: Via Campesina.

Tipo de documento: Artigo.

Língua: Espanhol.

Assunto: Soberania alimentar.

As palavras-chave: Agroecologia, economia familiar, mãe terra, mulheres, soberania alimentar e transgênicos.

Países e Regiões: Guatemala.

Mulheres de diferentes regiões do país, membros da Coordenadora Nacional de Viúvas da Guatemala – CONAVIGUA -, são as protagonistas da produção saudável de seus próprios alimentos e do desenvolvimento econômico familiar.

María Isabel Soc, de -CONAVIGUA- e membro da comissão de mulheres da Via Campesina, disse que o processo de formação e capacitação de mulheres de diferentes regiões do país começou há vários anos, para que as mulheres pusessem em prática os seus conhecimentos sobre a mãe terra, a importância de a soberania alimentar, aproveitando os próprios recursos com que contam nas suas comunidades e assim ter acesso a uma alimentação sadia.

“As plantas, ervas e outras culturas como o milho e o feijão, são importantes na vida da mulher”, comentou Soc, e disse: “somos de milho e não podemos comer outro tipo de alimento que não seja o nosso”. Ela expressou, também, que hoje em dia vive-se a invasão dos produtos transgênicos, que provocaram diferentes doenças principalmente entre as mulheres, por isso, é fundamental que todos e todas conheçam os alimentos que consumem.

Marieta Tista de León, da região Baja Verapaz, relatou que as mulheres da sua comunidade, com o acompanhamento de agrônomos, começaram, há dois anos, a cultivar os seus alimentos utilizando apenas adubo orgânico, e inseticidas elaborados por elas mesmas que não prejudicam a mãe terra. “Hoje em dia plantam verduras, ervas medicinais e vasto leque de hortaliças”, enfatizou.

As mulheres melhoraram sua economia familiar e agora não dependem de um lugar para comprar os seus alimentos, são elas as que abastecem de alimentos saudáveis e ricos em nutrientes outras famílias dos arredores, disse Tista. Realçou que as mulheres que foram capacitadas sabem que é fundamental consumir alimentos não contaminados com produtos químicos. Por isso, é da maior importância pôr em prática os seus conhecimentos cultivando os seus próprios alimentos.

Por su vez, Lucia Quilá da Junta Nacional de CONAVIGUA disse que as mulheres são protagonistas não só no trabalho doméstico, mas também no trabalho relativo à mãe terra; ela falou que a contribuição das mulheres para o desenvolvimento econômico familiar sempre existiu e a partir da organização se viram resultados favoráveis, isto porque há muitas mulheres que cultivam a terra de forma harmoniosa, alimentam-se elas e sua família e vendem o excedente para satisfazer outras necessidades familiares.

Quilá detalhou: para além de fortalecer o conhecimento das mulheres na produção, também se busca o cuidado da terra através da agroecologia, e assim fortalecer a harmonia entre ambas. Disse, também, que muitas mulheres começaram com pequenas hortas e, hoje, são provedoras de alimentos nas suas comunidades. “O desafio é que muitas mulheres coloquem em prática seus conhecimentos para se alimentarem elas e suas famílias de maneira saudável”, explicou Quilá.

As entrevistadas coincidem em assinalar: uma das dificuldades das mulheres da região é não contar com um mercado para vender os seus produtos. O outro problema é a concorrência dos produtos transgênicos que invadiram as comunidades. Contudo, apesar das dificuldades, as mulheres produtoras já são conhecidas nas suas comunidades, porque as pessoas estão começando a perceber a diferença entre os frutos transgênicos e os frutos cultivados de forma agroecológica.

As líderes exigem das autoridades locais municipais e regionais a abertura de mercados locais para que as mulheres possam vender o excedente de sua produção.

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