Habitantes de zonas montanhosas na Guatemala padecem desnutrição crônica

quinta-feira 1 de Agosto de 2013

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Autor: Telesur.

Editora e Canal: Telesur.

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Direito à alimentação.

As palavras-chave: Agricultura, mudança climática, crise alimentar, desemprego, desnutrição e crianças.

Países e Regiões: Guatemala.

A Fundação Esperança de Vida na Guatemala salvou umas 520 crianças desnutridas, porém seu presidente Carlos Vargas acha que "pode haver outras mil" no corredor seco - leste guatemalteco –. Nesse lugar, as crianças não chegam a pesar oito quilos.

A Fundação Esperança de vida revelou que os adolescentes que vivem nas regiões montanhosas de Zacapa, Chiquimula e Izabel, leste da Guatemala, não chegam a pesar oito quilos por causa da desnutrição aguda e crônica que padecem.

Carlos Vargas, que preside a fundação, explicou que juntamente com organizações e o governo central "realizamos os denominados resgates, porque as crianças estão em condições terminais".

"No mês passado (junho) peguei uma menina de 15 anos que pesava 8,6 quilos, e outra de 14, que só pesava 6,8 quilogramas", assinalou Vargas.

Igualmente, comentou que na semana passada "morreram duas; uma menina de dois meses que não pesava nem um quilo, mas acabou morrendo. Cheguei tarde (...). Há ocasiões em que a gente chega tarde".

Ativistas de Esperança de Vida afirmaram que cada vez que sobem para as montanhas do denominado corredor seco, como se conhece a região leste guatemalteca por padecer uma intensa seca que arruinou a agricultura, encontram "muitas e muitas crianças desnutridas".

Recentemente, encontraram na comunidade de Chiquimula dois adolescentes que pesavam menos de sete quilos, recordou Vargas. Este ano "salvamos 520, mas acreditamos que pode haver outros mil, nas montanhas”, assegurou Vargas. “Esta é a pior emergência vivida pela Guatemala”, sentenciou.

Segundo a fundação, a crise alimentar, as estiagens e o desemprego agravaram a mortalidade infantil. A Organização das Nações Unidas (ONU) assinalou que esta situação se prolonga desde 2008 e se intensificou desde 2010.

A seca provocada pela mudança climática, bem como o aumento do preço dos grãos no mundo fazem com que continue sendo difícil assistir as famílias famintas.

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