Paraguai lidera estatística de desmatamento

sexta-feira 6 de Setembro de 2013

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Autor: DECIDAMOS.

Editora e Canal: DECIDAMOS.

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Meio ambiente.

As palavras-chave: Biodiversidade, Chaco paraguaio, desmatamento e recursos naturais.

Países e Regiões: Paraguai.

O Chaco paraguaio acha-se em momento muito delicado: lidera a vergonhosa estatística de desmatamento. O Grande Chaco Americano é o maior ecossistema da América Latina; esta região é compartilhada pela Argentina, Bolívia, Paraguai, e uma pequena porção pelo Brasil.

Segundo dados da organização Guyra Paraguai, o Chaco paraguaio enfrenta uma média de 1000 hectares desmatados ao dia. Estamos falando em 365.000 hectares de área de serra virgem que a cada ano somem da face da terra, com tudo aquilo que isso implica em matéria de diversidade.

A pavorosa destruição que enfrenta a Região Ocidental do Paraguai é o resultado da ampliação das fronteiras agropecuárias. Na mesma proporção em que se eliminam as serras, aumenta a superfície destinada aos pastos para o gado.

A Bolívia é o país com o menor índice de desmatamento, com uma média de 100 hectares. Ambos os países, os mais pobres da região, contrastam também no manejo dos recursos naturais.

Reverter este processo é um desafio particularmente importante, mas, ao mesmo tempo, pode acabar sendo complicado. De um lado, a destruição leva ao desaparecimento da biodiversidade. Do outro, o argumento da necessidade de produzir alimentos se utiliza para justificar uma tala que alcança níveis irracionais.

Há outro fator em jogo: o baixo preço da terra e a falta de garantias jurídicas para os investimentos em outros países da região, principalmente na Argentina e no Uruguai.

O resultado é que estão aparecendo investidores em regiões outrora, digamos a uns 10 anos, isoladas. Por exemplo, o norte do Chaco paraguaio. A distância virou aliada para evitar a destruição até que entrararam em cena os grandes investidores provenientes da Argentina, Brasil e Uruguai. A busca de um equilíbrio passa pela capacidade do Estado de impor limites à destruição, especialmente em uma região ecológica que ainda se acha em fase de evolução, por isso é extremamente frágil.

Rio Pilcomayo

Sem dúvida, o rio Pilcomayo é um assunto prioritário na agenda regional: Argentina, Bolívia e Paraguai compartilham as águas de um rio errante e indômito. No caso do nosso país, pouco menos da metade do Chaco depende deste curso de água. De um lado, temos as correntezas superiores. Do outro, a alimentação dos lençóis freáticos. O outro fator importante é a produção de umidade para facilitar as precipitações pluviais.

O equilíbrio em torno do rio Pilcomayo é muito sensível às modificações. Um mau cálculo na inclinação do terreno na zona dos canais ou uma limpeza inapropriada podem fazer com que a Argentina ou o Paraguai fiquem sem as águas imprescindíveis para suportar os longos meses de estiagem, no inverno.

A característica do Pilcomayo é que arrasta muito sedimento e os extremos de seu caudal coincidem com a temporada de chuvas. Depois do rio Amarelo (China Popular), é o que arrasta mais sedimentos no mundo.

Todos os parâmetros são extremos. Sem dúvida, este rio fascinante é um grande desafio para a tecnologia moderna. O desmatamento e o Pilcomayo são dois eixos temáticos fundamentais na hora de buscar uma política de Estado para o futuro do Chaco paraguaio.

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