Pronunciamento público diante da ofensiva de empresas transnacionais em comunidades de Huehuetenango

quarta-feira 4 de Setembro de 2013

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Autor: Associação CEIBA, Assembléia Departamental de Huehuetenango (ADH), Comitê de Unidade Camponesa (CUC), Associação Maia Uk’ux B’e, El Observador, Conselho de Povos de Ocidente.

Editora e Canal: Associação CEIBA.

Tipo de documento: Pronunciamento.

Língua: Espanhol.

Assunto: Direitos humanos.

As palavras-chave: Assassinato, consulta comunitária, empresas transnacionais, militarização, projetos hidrelétricos e povos Q´anjob´al, Chuj e Akateko.

Países e Regiões: Guatemala.

As organizações abaixo assinadas, que se congregaram desde o estabelecimento do estado de sítio em Santa Cruz Barillas, em 1º de maio de 2012 e que deram vida ao slogan “Todos e todas somos Barillas”, no dia de hoje, 3 de setembro de 2013, se pronunciaram de novo diante da ofensiva das empresas transnacionais, as quais perseguem por diferentes vias os bens naturais dos Povos de Huehuetenango, principalmente dos Povos Q´anjob´al, Chuj e Akateko.

Levamos ao conhecimento público que no caso de Santa Cruz Barillas, a empresa Hidro Santa Cruz continuou amedrontando, perseguindo e criminalizando líderes, que fazendo uso dos seus direitos cidadãos e políticos, defendem o rio Q´am´balam. A Consulta Comunitária de 2007 e as assembléias comunitárias realizadas em cada comunidade atingida na margem do rio não foram suficientes para fazer com que Hidro Santa Cruz desistisse de suas intenções. A empresa conta com a aprovação do governo de Otto Pérez Molina para saquear os bens naturais dos povos. Santa Cruz Barillas disse NÃO a esta empresa que atua de maneira criminosa, como provam as suas relações não só na perseguição, mas também no assassinato de Andrés Francisco Miguel. A empresa espanhola Hidralia Ecoener tem cinco projetos hidrelétricos com diferentes nomes no norte de Huehuetenango. No caso de Santa Eulalia, a construção da Hidrelétrica de San Luis nas terras de Iván Ovalle já ceifou a vida de uma pessoa, estamos falando no assassinato do nosso companheiro Daniel Pedro Mateo.

Quarta-Feira, 28 de agosto deste ano, o Governador Departamental de Huehuetenango e síndicos do Projeto de Desenvolvimento Hídrico (PDH) se apresentaram na comunidade de Pojom, San Mateo Ixtatán, acompanhados de pseudo-líderes de comunidades vizinhas, com o objetivo de iniciar as obras da Hidrelétrica Pojom I. Comunitários de Pojom, que não deram o seu consentimento ao mencionado projeto, foram provocados e agredidos. Sete mulheres foram espancadas por supostos prefeitos auxiliares, recebendo feridas graves. Estes casos estão ocorrendo um atrás do outro, em breve espaço de tempo, o que indica que o governo e as empresas não têm a menor intenção de respeitar a opinião e a decisão comunitária com relação à imposição dos projetos que, desde já, estão destruindo a vida dos povos.

Denunciamos ante a opinião pública nacional e internacional a intenção do presidente Otto Pérez Molina de chegar hoje, 3 de setembro, a Santa Cruz Barillas para apoiar a construção da hidrelétrica Canbalam I, bem como a mobilização de contingentes do Exército e da Polícia a Barillas, que não é outra coisa senão a militarização do território.Tudo isto contraria a decisão comunitária que manifestou que em Barillas não haverá paz até esta empresa sair de lá.

Nós, que abaixo assinamos este pronunciamento, denunciamos estes casos que nos advertem sobre outros que virão e que obedecem a uma estratégia que busca gerar confronto e violência. Convocamos à solidariedade entre os povos, municípios, organizações em nível nacional e internacional; é preciso estar atentos às situações mais críticas que vulneram os direitos dos povos e adiam a paz nas terras que habitamos.

Huehuetenango, 3 de setembro de 2013

- Associação CEIBA.
- Assembléia Departamental de Huehuetenango -ADH-.
- Comitê de Unidade Camponesa – CUC-.
- Associação Maia Uk’ux B’e.
- El Observador.
- Conselho de Povos de Ocidente.

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