Tráfico: A escravidão moderna

quarta-feira 24 de Julho de 2013

Todas as versões deste artigo : [Español] [Português]

Autor: Universidad de Los Andes.

Editora e Canal: Universidade de Los Andes.

Tipo de documento: Notícia.

Língua: Espanhol.

Assunto: Tráfico de pessoas.

As palavras-chave: Exploração sexual, trabalho forçado, tráfico de pessoas e violação dos direitos humanos.

Países e Regiões: América Latina.

“O tráfico de pessoas está florescendo, infelizmente em formato de escravidão moderna, 200 anos depois do fim do comércio transatlântico de escravos. Embora difícil de quantificar, se subestima muito devido à sua natureza insidiosa, complexa e dinâmica”.

Assim falou a Relatora Especial das Nações Unidas sobre o Tráfico de Pessoas, especialmente de mulheres e crianças. Joy Ngozy Ezelio, ao revelar os múltiplos tamanhos deste negócio ilícito, o mais lucrativo no mundo depois do tráfico de armas e de drogas.

Ngozy Ezelio informou dos números que revelam a realidade do tráfico de seres humanos, segundo o estudo global realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2012.

A pesquisa revela que de 20.9 milhões de trabalhadores forçados no planeta, 18.7 milhões são explorados na economia privada por sujeitos avulsos ou empresas. Destes, 4,5 milhões são vítimas da exploração sexual forçada e 14.2 milhões são vítimas da exploração no trabalho forçado em atividades econômicas.

O resto, 2.2 milhões, realiza trabalhos forçados impostos pelo Estado nas prisões, pelas forças militares ou pelas forças armadas rebeldes. As mulheres e as meninas representam a maior fatia, com 11,4 milhões contra os 9.5 milhões de homens e meninos atingidos.

Sobre a finalidade do tráfico de pessoas, a delegada das Nações Unidas disse que a maioria das vezes os seres humanos são traficados para exploração sexual, trabalhados forçados, emprego doméstico, escravidão ou práticas similares à escravidão ou remoção de órgãos.

“O tráfico não tem limites e faz com que as vítimas atravessem muitas fronteiras para chegar ao seu destino final”, disse Ngozy ao referir-se ao caráter transnacional do delito que, quase sempre, atinge os adultos: 74 por cento das vítimas. As crianças de 17 anos e menos representam 26 por cento das pessoas traficadas, segundo a OIT.

Segundo as regiões no mundo, Ásia, a região do Pacífico, é a mais atingida pelo tráfico de pessoas. Logo depois, nesta ordem, aparecem África, América Latina e o Caribe, sendo que nesta última, o número de vítimas alcança 1,8 milhões de pessoas. Finalmente, temos os países desenvolvidos e a Europa.

O panorama foi divulgado durante o III Congresso Latino-Americano sobre Tráfico de Pessoas, realizado em Los Andes.

Há muito que fazer.

Diante da gravidade da situação, e os números que a sustentam, a relatora formulou uma chamada de atenção aos países da América Latina e o Caribe em vários aspectos.

Comentou que o tráfico de pessoas continua sendo a atividade ilegal que mais rapidamente cresce no mundo e que viola mais os direitos humanos. Por isso –disse– todas as legislações “antitráfico” devem ter um enfoque a respeito. “A aprovação do Protocolo das Nações Unidas para Prevenir o Tráfico de Pessoas foi um passo importante dado pela comunidade internacional. Até agora, 156 países são signatários. Na América, 20 de 22 países ratificaram o Protocolo”.

Com relação à Convenção das Nações Unidas contra o Contrabando de Migrantes por Terra, Mar e Ar, a funcionária explicou que apenas 18 países ratificaram-na, nas Américas. A Colômbia é um dos que não o fizeram.

Adicionalmente, os países devem se comprometer mais em assuntos de prevenção, atenção às vítimas, castigo aos algozes, perseguição de redes de tráfico e cooperação em matéria judiciária. “Sempre que houver procura, não faltará o fornecimento”, deixou claro.

Ver em linha : Tráfico: A escravidão moderna

Tejiendo Redes.
C/ Hermanos García Noblejas, 41, 8º. 28037 - MADRID.
Tlf: 91 4084112 Fax: 91 408 70 47. Email: comunicacion@fidc.gloobal.net

SPIP |