Filipinas devem evitar a demonstração de força norte-americana.

quarta-feira 13 de Fevereiro de 2013

Todas as versões deste artigo : [English] [Español] [français] [Português]

Data: 8 de fevereiro de 2013.

Tipo: Informação noticiosa.

Fonte: Bagong Alyansang Makabayan (BAYAN).

As palavras-chave: poderio militar norte-americano, Mar Ocidental Filipinas, violação da soberania filipina.

As manobras militares entre os Estados Unidos, Japão e Austrália são descritas pelo grupo Bagong Alyansang Makabayan como ações de um valentão que exibe o seu poderio militar. O mencionado grupo pede ao governo filipino que evite a projeção do poderio militar norte-americano na região.

A chamada ocorre depois de os Estados Unidos e seus aliados terem iniciado os exercícios militares Cope North, encaminhados a mostrar o poderio militar norte-americano à China, dizem muitos. Informações de imprensa sustentam que é provável que as Filipinas se somem aos exercícios, levando em conta que o país também tem um tratado com os Estados Unidos.

“O governo filipino deve adotar uma política exterior independente, capaz de garantir a soberania tanto contra os Estados Unidos quanto contra a China. Seria tolice pensar que Estados Unidos se ocupa dos interesses das Filipinas ou que os Estados Unidos se envolveria numa guerra contra a China pelo território em litígio no Mar Ocidental Filipino. Certamente, não ganharemos muito se aderirmos aos exercícios regionais norte-americanos. Simplesmente nos usariam para a projeção do poderio militar norte-americano” afirmou o secretário geral Bayan, Renato M. Reyes Jr.

“Os Estados Unidos estão determinados a impulsionar os seus próprios interesses hegemônicos. Usa seus parceiros menores como o Japão e a Austrália para impulsionar o domínio norte-americano na região, e para pressionar a China a curvar-se aos ditados econômicos dos Estados Unidos. Washington não se preocupa com a soberania das Filipinas, viola sistematicamente a soberania filipina através do Acordo de Forças Visitantes”, detalha Reyes.

Os Estados Unidos planejam reorientar 60% de seus navios de guerra para a Ásia como parte de uma ação para conter a China. Contudo, BAYAN julga que os Estados Unidos não parecem querer um confronto aberto com a China levando em conta as relações comerciais existentes entre as duas nações.

“Filipinas não poderão modernizar seus efetivos militares para assumir uma postura convincente de defesa se continuar atada à saia do Tio Sam. As ilhas Filipinas não serão mais modernas através de freqüentes exercícios militares dirigidos pelos Estados Unidos, que pretendem simplesmente projetar o poderio militar norte-americano e utilizar as Filipinas como enclave militar conveniente. Anos de exercício com os Estados Unidos mantiveram as forças armadas atrasadas, que só recebiam equipamento militar de segunda mão”, afirmou Reyes.

“Ao invés de aspirar a participar das manobras bélicas norte-americanas e de seus parceiros menores, as Filipinas deveriam resolver o atual incidente do recife coralíneo Tubbataha que representa um sério prejuízo ao tesouro nacional, sem falar na violação da nossa soberania. Filipinas devem buscar o cancelamento do Acordo de Forças Visitantes que continua ameaçando não só a nossa soberania, mas também o nosso meio ambiente”, deixou claro.

Bayan disse que o povo filipino deveria continuar pronunciando-se contra qualquer incursão proveniente da China, e também posicionar-se contra as manobras do governo norte-americano.

Ver em linha : http://www.bayan.ph/site/2013/02/ph...

Tejiendo Redes.
C/ Hermanos García Noblejas, 41, 8º. 28037 - MADRID.
Tlf: 91 4084112 Fax: 91 408 70 47. Email: comunicacion@fidc.gloobal.net

SPIP |