Trabalhadores exigem aumentos salariais durante as marchas pelo 1º de Maio na Ásia

quarta-feira 2 de Maio de 2012

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Manila, Filipinas – O 1º de Maio, dia internacional do Trabalho, foi uma jornada de numerosas manifestações em toda Ásia para exigir aumento salarial. Já na Europa, os trabalhadores protestaram nas ruas contra as medidas de austeridade impostas pelos governos.

Os europeus protestaram contra as medidas tidas como as grandes culpadas do aumento estratosférico do desemprego, principalmente na Espanha, onde uma em cada quatro pessoas não tem emprego.

Nos Estados Unidos, se planificaram manifestações, greves e atos de desobediência civil. Os protestos “Ocupem” foram os mais notáveis no país desde que começaram em Wall Street, em outono do ano passado.

Na Ásia, milhares de manifestantes filipinos, malaios, e taiwaneses exigiram em 1º de Maio aumentos salariais, levando em conta que as remunerações não estão acompanhando a subida dos preços dos artigos de primeira necessidade; ao mesmo tempo, reclamaram das elevadas taxas de matrícula escolar, e se queixaram de muitas outras arbitrariedades.

“É normal que os grupos populacionais que recebam baixos salários na Ásia sintam o impacto dos elevadíssimos preços” disse Wai Ho Leong, um economista que trabalha em Barclays Capital, em Cingapura. “Para além das expectativas de crescente inflação, devem ser tomadas medidas para ajudar os trabalhadores que ganhem pouco. Uma delas é a instauração do salário mínimo”.

Em Manila, a capital das Filipinas, perto de oito mil membros de uma aliança trabalhista, muitos vestindo camisas vermelhas e portando bandeirolas vermelhas, marcharam sob um sol de rachar ao longo de quatro quilômetros, até a ponte Mendiola, que tinha sido fechada com barricadas - perto do palácio presidencial Malacanang -. Milhares de policiais foram apostados nos arredores, confessou o chefe da polícia de Manila, Alex Gutierres.

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, rejeitou aumento de $ 3 diários, disse que poderia piorar a inflação, promover as dispensas e afugentar os investidores estrangeiros.

O líder dos manifestantes, Josua Mata, da Aliança do Trabalho Progressivo, instou Aquino a conceder o aumento e apoiar a legislação que se posiciona contra a contratação de operações a outras companhias para economizar custos.

Em Kuala Lumpur, Malásia, cinco mil pessoas exigiram, nas ruas, aumento superior do salário mínimo ao que tinha sido anunciado o primeiro-ministro Najib Razak, na segunda-feira.

Aliás, seria a estréia do salário mínimo nesse país. O plano de Najib solicita pagamento mensal de 900 ringgit ($297) como salário mínimo para os trabalhadores do setor privado, na península da Malásia; e 800 ringgit ($264) nos estados pobres do leste. Espera-se que sejam beneficiados uns 3,2 milhões de trabalhadores de baixas rendas, que perfazem um terço da força de trabalho do país.

Os manifestantes marcharam desde o Mercado até a sede central de um dos maiores bancos do país: Maybank, reclamando salário mínimo de 1.500 ringgit ($496).

Em Taiwan, milhares de manifestantes antigovernamentais marcharam pelas avenidas do centro de Taipei exigindo melhores salários, rebaixamento das taxas das matriculas escolares e melhores condições para os trabalhadores estrangeiros.

Ver em linha : http://globalnation.inquirer.net/35...

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