«Rio+20»  é a forma abreviada de referir- se à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 20 e 22 de junho de 2012, vinte anos depois da I Conferência da ONU sobre o Meio e o Desenvolvimento (também conhecida como Cúpula da Terra ECO’92). Foi nesse momento que os estados participantes subscreveram uma série de principios e compromissos recolhidos na Declaração e num documento para a acção chamado Agenda 21.[1]  Pelo seu lado, movimentos sociales e organizações da sociedade civil de todo o mundo reuniram-se no Foro Global de ONG que originou mais de 30 acordos sectoriais e temáticos independentes.

Na Conferência de Rio+20, os lideres mundiais, juntamente com milhares de representantes da sociedade civil, os movimentos sociais, o setor privado, a academia e outros grupos, reuniram-se para avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos no ECO’92 e discutir sobre a denominada “economia verde”, a governança mundial e a arquitetura institucional. Tanto para os governos e as agências oficiais, como para os movimentos sociais, as organizações populares e activistas de todo o mundo este encontro constitui uma oportunidade histórica para consensuar uma mudança sustancial no nosso paradigma de desenvolvimento, construindo o novo “pato social” que promova uma maior consciência coletiva sobre os bens públicos globais e a transformação dos padrões vigentes de producção, distribucção, consumo e reutilização.

  Neste caminho, o Foro Internacional Democracia e Cooperação criou como mecanismo o Grupo de Trabalho Ad Hoc Rio+20, para unir-se ao apelo para “reinventar o mundo” na Cúpula dos Povos pela Justiça Social e Ambiental, paralela ao evento oficial da ONU[2], O Comité Promotor da Sociedade Civil, integrado até ao momento por mais de 20 redes de organizações sociais, tais como a Via Campesina, Central única de Trabalhadores, Marcha Mundial das Mulheres, Coordinação de Comunidades Negras, Coalição Internacional do Hábitat, Movimentos Indigenas, de Jovens... e outras organizações e movimentos sociais. O objetivo é promocionar um processo de movilização e articulação em diversos países e a nivel global (incluindo o Foro Social Mundial temático que se celebrou em Porto Alegre, Brasil, durante a última semana de janeiro de 2012)[3] para chegar a Rio com força renovada para condenar a mercantilização da vida e da natureza e as falsas velhas e novas soluções tecnológicas que aumentam a desigualdade; discutir os conteúdos de uma ética económica baseada na solidariedade e a equidade; formular propostas sobre outro desenvolvimento possível e tornar visiveis as iniciativas e experiências de comunidades rurais e urbanas, indigenas e campesinas que avançam na construcção de novos paradigmas a partir do resgate de práticas e tradições ancestrais a partir das quais conseguir um futuro sustentável para todos e todas.   Com o objetivo de recolher análises, reflexoes, experiências e propostas, iniciativas, movilizaçoes... cria-se este espaço de comunicaçao alimentado pela Rede de Antenas Regionais do FIDC, como parte da sua preparaçao para participar na Cumbre dos Povos.

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